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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Katatonia - Dance of December Souls


Esta resenha veio como resultado da nossa última enquete sobre qual dos álbuns listados você pensava ser o melhor, claro que não pude por todos os excelentes álbuns de death/doom que já ouvi, mas coloquei alguns mais conhecidos, e foram eles:

Anathema – Serenades                                     12% dos votos
Paradise Lost - Lost Paradise                             6% dos votos
My Dying Bride - As the Flower Withers          18% dos votos
Katatonia – Dance of December Souls              62% dos votos

Antes de qualquer coisa algumas considerações sobre a escolha desses discos, eu não fiz uma escolha ideológica e sim uma escolha estética ao colocar esses álbuns para votação, por que no geral quando se fala em DOOM, e em pessoas que realmente escutam e compreendem o DOOM estas vieram desses álbuns nos antigos tempos de LP e TAPES.
Já ouvi muitas criticas ao DOOM metal, por vários motivos, mas nenhum que me convença de fato, apenas percebo que existe muita confusão por parte das pessoas que não conhecem o estilo a fundo e pensam que o DOOM metal se restringe apenas à esses trabalhos que eu citei nesta enquete. Há uns dias atrás eu estava na casa de um amigo que toca comigo em uma horda, estávamos conversando, e foi quando ouvi essa frase: O Doom metal é responsável por muitos posers no metal, e por muitos seguidores do White metal por deixar  o som do Black Metal menos agressivo.
Até que ponto isto é verdade? Bom, eu concordo em partes, no sentido que na década de noventa muita gente que não sacava som, nem tinha ideologia nenhuma foi atraída  pelas belas melodias do Doom, principalmente por bandas como OPETH, ANATHEMA e MY DYNG BRINDE, muitos desses caras vinham de uma ideologia cristã e achavam que ouvindo esses sons poderiam ser “METAL” e continuar sendo cristão, isso fez com que algum tempo depois esses vermes viessem a fazer seus WHITE MERDAL. No entanto, sabemos que uma boa parte dos WHITE MERDAL de hoje eram os TRUE BLACK METAL radicalistas de ontem, que por algum motivo de merda ai nas suas vidas vieram que aquela não era a sua ideologia e ao invés de deixarem o som continuaram, mas querendo distorcer a sua maneira. Lembro-me como se fosse hoje um cara que ouvia som comigo à uns dez anos atrás me ligar e dizer que tinha virado cristão, surpresa maior foi a minha quando ele me falou que continuava a ouvir Black metal, apenas era um Black Metal com outra ideologia, uma ideologia cristã, e eu me perguntei “que porra é essa?” por que não tinha noção do que se tratava não tinha ainda ouvido falar nesse WHITE MERDAL depois fui ver os caras com cara pintadas com logos ilegíveis exaltando a porra do jeová...
Mas, voltando ao DOOM... Na minha opinião para se compreender o verdadeiro DOOM você tem que ter entendido o metal como uma escola onde temos níveis gradativos, sabemos isso pois acredito que muitos de nós que gostamos de metal extremo hoje começamos na adolescência ouvindo HEAVY METAL e afins. Eu penso que o DOOM metal é uma fase de degeneração de toda a destruição do BLACK METAL, o BLACK METAL é a GUERRA e o DOOM e o resultado dessa guerra, o caos. Mas, aqui ainda temos muitas ressalvas por que existem muitas bandas que colocam estampadas em suas descrições DOOM METAL e são apenas BLACK METAL para adolescentes com umas temáticas românticas toscas uns vocais femininos usados de forma abusiva, enfim, a velha confusão entre os GOTICOS e o DOOM metal, que são duas coisas totalmente distintas.
Este álbum do KATATONIA foi construindo em uma época em que o DEATH METAL e o BLACK METAL  ganhou essa leitura mais fria e arrastada em muitos países, estamos falando de dezembro de 1993, uma década de ouro para várias linhagens de som, a formação deste álbum é a mais enxuta de todos trabalhos do Katatonia e conta com:

Jonas Renkse ("Lord Seth") – Vozes e Bateria
Anders Nyström ("Blackheim", "Blakkheim") - Guitarra
Guillaume Le Huche ("Israphel Wing") - Guitarra baixo  

A primeira versão é a da imagem que abre essa postagem,  essa capa em tons de vinho, em LP, este que já possui, e posso dizer que conta com um encarte perfeito e simples, que trás as imagens dos três caras que encontramos na capa, no entanto, de forma mais nítidas, o mesmo foi feito nos CDs que foram prensados posteriormente com a criação do disco compacto.



Neste album encontramos 8 hinos, são eles:

1. Seven Dreaming Souls (Intro) 00:45
2. Gateways of Bereavement 08:15
3. In Silence Enshrined                 06:30
4. Without God                         06:51
5. Elohim Meth                         01:42
6. Velvet Thorns (of Drynwhyl) 13:56
7. Tomb of Insomnia                13:09
8. Dancing December                02:18

Uma primeira coisa que chamava atenção na época em que foi lançado era as linhas de vocais, que dão a impressão que o Renkse está vomitando as letras, que são pioneiras em falar de frio, depressão, suicídio, domínio da escuridão. O ritmo que os caras levam são extremamente obscuros e pesados, com uma mistura de riffs cadenciados e arrastados com uma originalidade impar. Todos esses pontos juntos fazem desse album uma peça única, é realmente muito difícil encontrar uma banda que faça um som parecido com este que encontramos nesse album, eu pelo menos não encontrei nenhum som parecido.
Depois desse album, para mim, o único que se assemelha em termos de obscuridade, é um disco com sonoridade totalmente diferente chamado DISCOURAGED ONES.
Atualmente a SVART RECORDS fez uma versão foda em em LP do DANCE OF DECEMBER SOULS, que eu tenho o prazer de possuir e recomendo totalmente, ele esta custando em torno de 170 reais com frete e todos  os outros custos, é uma versão em LP duplo, que inclui todas as letras no encarte e o melhor a primeira demo dos caras que foi lançada em tape o Jhva Elohim Meth!



A capa desta versão tem esses tons azuis, e existem mais imagens da época do lançamento quando você abri o LP que é um gatefold. Por fim faço aqui uma recomendação as pessoas que gostam deste disco ou de qualquer outro, comprem o material original se tiverem condições para isso, você com a grana de comprar o disco no bolso e ouvindo MP3! Os únicos casos que são salvos são de caras que não tem realmente condições de ter o material original, mas você falar que saca algo e não ter nem ao menos o interesse de pegar o material é foda!

2 comentários:

  1. é importante ressaltar a diferença entre o doom metal e o gótico,quem faz esse tipo de confusão nunca ouviu o doom de verdade.

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  2. Um ser humano tem que ser muito doente para comparar doom com gótico
    Duas coisas que não possuem a mínima semelhença
    Ou ele não conhece o gótico
    ou nçao conhece o doom
    ou o mais provável não conhece porra nenhuma

    ResponderExcluir

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